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A mostrar mensagens de 2017
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CRAVA-TE COMO ESPINHO!

Crava teu corpo, ao meu
como se o teu, espinho
fosse, deslizando na pele
que é minha, deslizando
em forma de carinho
marcando-me sem fim,
sem pudor ou medo algum,
como se quissemos ir
além de nós num lugar algum
em que beijos e carícias
se fossem formando,
em nossos corpos deixando
sinais de amor, de paixão
a cada bater do coração...

Aveluda teu toque em meu ser
como a cada novo amanhecer
o sol vem beijar teu corpo mulher,
dando-me novo e doce renascer
por te olher, te contemplar,
bastanto, em ti, os olhos, pousar
para saber que a teu lado o acordar
é novo rejuvenescer por te ter...
e por isso, enrosca-te, encosta-te,
enrola-te, transforma-te, transborda-te
nos limites que vão além de mim
como se nosso amor fosse jardim
em que brotam sentimentos,
em que se cheiram pensamentos,
se libertam deslumbramentos...

Crava-te em mim, a cada beijo,
a cada novo abraço de desejo...
crava-te em mim nas tuas unhas,
como não tendo dúvidas algumas...
crava-te em mim, e marca teu lugar
como se de ti eu não me quei…
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FAÇA-SE...

Que dos corpos, da pele
se faça terreno, ardente,
campo de amor crescente,
e que dos lábios brotem
beijos que em paixão
possam vir a germinar
em labaredas de amor
queimando o coração
num fogo lento, intenso,
incandescente, ardente
que não destrua mas una
aquilo que os seres amadados
não querem ver terminado,
mas renascendo a cada entrega,
a cada novo toque, novo carinho,
como se mais nada importasse,
como se o mundo, ali, terminasse...

Que se faça prazer
amor a acontecer
pecado sem arrepender,
tentação ao amanhecer,
luxúria sem recriminar,
carícia sem terminar,
sussurro ao anoitecer,
algo carnal sem parar,
eterno... sem acabar!


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AMAR É MORRER

Como lâmina que se vai cravando
em cada beijo que se vai dando,
como ferida aberta no coração
a cada pecar de uma tentação...

Como vida que se vai sugando
no toque que vai deslizando,
como desfalecer no chão
a cada investida de paixão...

Como sufocar e não mais viver
quando não se cede mais ao prazer,
como se o ar fosse, por fim, faltar
quando não se resiste ao amar...

Como se se quiser já morrer
quando não se quer perder,
como se fosse afpga,emtp
não resistindo ao sentimento...
...
Como veneno que vai matando,
como suicídio sem qualquer retorno,
como pedaço que não é mais todo,
como suplícioí ao qual não se resiste,
como doença que vai proliferando,
como chama que queima num forno,
como dúvida que insiste e persiste,
como loucura de que se quer ficar louco,
amar é morrer... para viver, para amar
para o sentir, e querer, sem parar!


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SÊ!

Sê o mar calmo, ou revolto
em que me quero afogar
quando a ti me abraçar,
e mais nada me importar
desconhecendo se volto
a ser quem dantes eu era,
e sem isso me importar
porque no sentimento
que ali se dá, se gera
tudo pode acontecer,
até de paião "morrer"!

Sê o fogo que me vai queimar
quando teus lábios beijar
em chamas de ardente paixão
quando os corpos rolarem
perdidos, despidos no chão,
sem frio ou calor algum
porque em momento nenhum
seremos dois, seremos seres
mas, longamente um
perdido em loucos prazeres
que não tenham qualquer fim
enquanto estivermos assim!

Sê o leito, a cama, o abrigo
em que me refúgio de tudo
e qualquer medonho perigo,
em paredes de forte segurança
por me dares a esperança
de um novo amanhecer,
quando em teus braços mulher
eu voltar a renascer, a existir
após o prazer se dividir,
após tudo ter acontecido
e acordado saber que foi real,
saber que não foi sonhado
nesse amor tão apaixonado,
sem limites... sem igual!


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PURO... ERA O CORPO

Puro e inocente era o corpo, por ainda não ter sabido, nem as amarguras do amar, e, por isso, ainda estava intacto na sua génese, sem traço, ou toque, algum de pecado, de maldade, de malícia ou perversidade que lhe roubasse ou violentasse a finura de sua pose ou existência, porque de si longe se encontravam as tentações e provocações do desejo, da vontade ou da ardente Paulao, que, sem dó nem piedade lhe podiam estilhaçar o coração... Quente já é o corpo, quando depois de entrar no mundo do amor, conhece o desejo, que lhe tolhe as formas, mexendo e remexendo no mais fundo, e profundo, de seu ser, corroendo-lhe as entranhas, invadindo seus sentidos, em suspiros, beijos, sussurros ou gemidos, propagados a cada poro, a cada músculo, a cada suspirar na entrega de beijos, de carícias ou ternuras que acordam ardentes desejos impossíveis de controlar e aos quais, o corpo, se vê fraco para recusar, cedendo numa cadência sem fim, em seu limite já não existe, e todo o pecado …
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ELA... TRAZIA
Nos pés trazia os passos, passos corridos, descalços, sujos, cheios de terra, de lama, de pegadas deixadas por ali e por acolá que lhe fizeram perder o rumo, da vida, do ser, da existência… No peito… no peito trazia um coração, retalhado, desfeito, cansado, imperfeito, incompleto, por não querer nem saber mais amar, por ter sido seu todo o amor que se podia dar, mas que não foi recebido…
No rosto transportava a expressão de tantos sentimentos que se confundiam, e fundiam, naquilo que sentia a cada novo dia, mergulhando nas rugas que se cravavam na forma, no contorno de sua face… Nos olhos extravasavam lágrimas não choradas, por chorar, além das que foi contendo em momentos de sofrimento, que viraram arrependimento por não terem soltado as amarras que as prendiam, e assim, com o tempo, em dores no seu ser se absorviam…
Na pele o toque áspero e rugoso da passagem do tempo, das noites, dos dias, em que nada nem ninguém lhe ousaria tocar, porque como que se temia que se pude…
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SABES... CHEIRAS... ÉS
Sabes a pecado, a que não resisto, a que não fujo, a que não nego, em que desejo pecar sem me arrepender sem receio de perder o que é tão desejado...
Cheiras a tentação que me atrai, que me domina, que me enfeitiça, que arrasa e anima o coração que te quer, te deseja, te busca, te encontra, te desobre, te beija...
És mundo por descobrir onde me quero perder, sem me reencontrar, onde me posso permitir teus segredos desvendar, e teu sabor saborear, teu cheiro inalar, e de novo me apaixonar por ti, por nós, por tudo o que faz nosso amar!
Sabes ao teu cheiro, cheiras ao teu ser, por existires e seres o que te faz... MULHER!

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CADA... PARTE DE TI...
Cada gesto teu, é prolongamento da tua vontade, estilhaço de saudade, desgosto sentido, sentimento, há muito esquecido... amor dissolvido, desgosto sofrido, lágrima derramada, intenção mal intencionada... porque nesse toque, nesse mexer, há pedaços de ti morre, desfaz-se, na sombra de teu ser...
Cada olhar teu é arma apontada a um alvo que só tu vês, só tu sabes que existe, que magoas, machucas, feres deliberada e friamente, quando alguém se quer aproximar, e sabendo que vais magoar, feres sem pudor, sem dó ou piedade, apenas, e só, porque te apetece, te dá gozo, te dá prazer, mais que carnal, saberes que és fruto de desejo, de devoção, de pecado... mera e pura tentação...
Cada beijo de teus lábios, é puro veneno pelo qual vale a pena morrer e que derramas a quem o queira sentir, sabendo que matas em cada prova, em cada deslizar labial, em cada respiração que se torna ofegante... porque teu beijar é calor, é fogo, é frio, é vazio, subversívo, perverso, reverso du…
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SOU (O QUE RESTA DE MIM)
O tempo que já não é o meu, no lugar a que já não pertenço, porque daqui nem de agora eu sou... porque há muito que não existo, que não vivo, que não sou pessoa... No fundo, porque sou o que já não existe em mim, neste ser que há tanto que deixou de o ser, que pessoa pude deixar de chamar, mas apenas pedaço daquilo que tal pessoa foi um dia e que já não existe mais.
Destruir o que era sentimento em mim, desfiz o que fosse sentir, aniquilei qualquer emoção que ainda pudesse nutrir, esfriei o coração, tornando-o quase um sepulcro com paredes frias de saudade, caiadas em tons de tristeza e agonia, erguendo-se até um tecto de solidão em que se afogaram o amor e a paixão, em enxurradas de desilusão!
Sou o silêncio que amordaçou toda e qualquer palavra que de meus lábios pudesse sair, esventrando, assim, todo o pensamento que pudesse querer libertar-se das amarras da mente que me foi matando, consumindo, desfazendo, reprimindo e sufocando, como se me afogasse no mar …
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DESPIMO-NOS (DE NÓS)
Despe da tua a minha pele, como se despojo ela fosse a que não te queiras, mais, apegar, para que eu, de meus lábios, desenlace todos os beijos que trocámos, que nos queiraram, nos torturaram, enlouqueceram... Despirei, de meu ser, cada memória, cada pedaço que de ti, em mim, exista, derramando teu cheiro por entre os poros de meu corpo e possa, assim, libertá-o de qualquer réstia de ti que nele ainda pudesse existir, e tu... tu, elimina qualquer memória que te percorra o pensamento do que fui ou ainda sou em teu pensar, para não te atormentares mais a cada momento que passemos longe um do outro... Desliza tuas vestes que ainda cheirem a mim, e eu rasgarei cada toque que tuas mãos em mim fizeram, quando, na loucura da paixão nos buscávamos, nos provocávamos como se mais nada importasse, até que a manhã chegasse... Estraguemos tudo aquilo que nos uniu, tudo aquilo que fez de nós um, e que mais não será que vazio, de um tudo tão cheio de nada no tempo que está por vir…
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ENLAÇADOS



Desfaz-se o silêncio,
calam-se os pensamentos,
enlaçam-se as mãos
em jogos de dedos
tocando a pele,
enquanto os olhos
se cruzam brilhantes
numa dança a que os corpos
não querem mais resistir
onde desejo e vontade
são os acordes necessários
para que o amor solte sua dança
entre suspiros, abraços,
beijos, carícias e toques demorados…

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OLHARES

Nesse olhar que já não cruza
o outro olhar que nele se perdeu
há uma saudade imensa, funda
incapaz de ser superada com o tempo
que, maquiavélico, vai passando
como um sussurro surdo e oco
nas palavras não ditas em dias
vividos na sombra do esquecimento…
aperta-se o coração, dilacerado,
sofrido e por demais rasgado
de tanto ter esperando, em vão
por um sentimento que acalmasse
essa sua falta de amor e paixão,
mas, assim nunca foi nessa vida
de tão amargurada e perdida
onde só a desilusão e tristeza
souberam, e puderam ter lugar
receando o dia em que chegue
o seu pesado e só terminar…


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NA NOITE
Entrou na noite um ser,
que pensava ser humano
na sua essência de vida,
mas, o que ninguém
sabeia, ou desconfiava
é que há muito tempo
o deixara de ser…
perdido que estava
em si, no mundo,
cujo caminho era
uma estrada sem fim
e também sem destino…
o que mais pretendia
era um local em lugar algum
para se sentir em casa
no meio do nada… isolado
sem qualquer ligação
a pessoas ou sentires
que lhe causassem
dor e sofrimento,
pois disso farto estava
e não queria sentir
mais o sabor amargo
da perda, do afastar
de algo ou alguém
a quem se ligasse
por seu coração saber
o quão dolorosa é a perda
e as marcas que isso deixa
em toda uma vida
que passa a ser miserável
à deriva num mar
de saudade sem fim à vista…
e por isso nessa noite fria
ele se embrenhou, perdeu
sem sequer olhar para trás,
não tendo assim que ver
o vazio que ninguém
iria sentir por sua escolha,
aquela que sempre quis
para se libertar do peso
de uma vida de sombras
como aquelas em que agora
ele se perderia por todo
e tão desejado sempre!

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ESCONDEM-SE NAS PALAVRAS!

Sentimentos escondidos, de desejos talvez proibidos, ou apenas emoções de arrebatadoras paixões, meras memórias ou falsas histórias, que se enrolam e desenrolam como se mais nada importar, a não ser a vontade de contar, de escrever e palavras enaltecer no que se quer dizer... Escondem-se gritos silenciados, pesadelos ensonados, amores arrebatadores, tristezas sem fim soltas enfim nas asas que as ideias ganharam nas linhas que se soltaram... Camuflam-se identidades, confundem-se ilusões com verdades, esperanças com saudades, nostalgias enroladas em maldades, malícias com fantasias, num infinito imaginar que parece não querer parar... Poetisa-se, prosa-se, conta-se, sonha-se, divaga-se, faz-se sonhar e até acreditar que tudo o que nas palavras se deposita é tudo aquilo que não se consegue, ou não se quer, dizer, quando, na realidade, é expressão do que não cabe, mais, na mente, no coração, no ser, na existência que se refina e afina com a experiência...
E tudo por…
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QUE SE CALE O SILÊNCIO!

Cala-se o silêncio
no seu imenso ruído
que de tão calado
fica um frio gelado
no ecoar de nadas
que se dizem
entre murmúrios…
fica a ausência
do que fica por dizer
no tanto que podia
ali ter sido dito
mas que não foi,
criando então o vazio
da palavra que fico,
assim, por se dizer!

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VIRÁ... UM DIA...
Virá um dia,
se chegar a vir,
em que nada,
ou ninguém
mais importarão
ou farão sentido
existirem ou serem
naquilo a que em tempos
se chamou vida...
pois já cá não haverá
quem possa, ou queira ver
aquilo em que se tornou
o mundo que em tempos
existiu por aqui!

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SONHEMO-NOS
Fechemos os olhos
e os braços enlacemos
como se fossemos reais,
sonhando-nos sem fim
num amor assim
em que nada mais
importe ou faça sentido
a não ser o prazer,
o amor e carinho
dado e recebido
por mim em ti
e por ti em mim...

Sonhemos paixão
incendiando o coração,
rolando pelo chão,
entregando sentimentos,
enlouquecendo pensamentos
de corpos despojados
tocando-se, queimados
em beijos apaixonados,
em gemidos incendiados!

Acordemos, sem acordar
porque enquanto quisermos
e nosso amor existir
além de todo o sonhar
ele não se vai extinguir!


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NÃO SOU DAQUI

Não me pertence este tempo
ou a ele não quer pertencer
aquele que é o meu ser,
e tornou-se um tormento
cada novo momento
traído pelo pensamento,
desfeito pelo sentimento,
incapaz do esquecimento...
fonte de desassossego,
inspiração de desapego
a que se quer agarrar o ego,
como se não viesse o amanhã
essa miragem de esperança vã---

Não sou, mais, daqui
por não existir em mim
noção de que o meu fim
há muito já existiu
quando se consumiu
o que em mim ardeu,
amor e paixão que morreu
quando a este mundo vim
e meu seu morreu assim
numa pena sem qualquer fim,
tristeza feita lágrima em mim,
tornando-se essa dor ruim
que me matou logo ali!



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EM SI TRAZIA…
Traz nos seus passos o peso da solidão, as caminhadas de tristeza que invadiram seu coração, nas promessas cheias de ilusão em que foi acreditando… em vão… Nos seus olhos vinham paisagens de tons negros sem fim, que a fizeram perder-se em si, como se nada de belo lhe fosse permitido ver, como se apenas sofrimento pudesse perceber. Nas mãos, vinham as marcas que o tempo lhe deixara na pele, com o passar dos dias, a frieza das noites em que perdera todo o rumo da sua vida e da existência que ainda poderia vir a ter… No coração, nada mais trazia que saudade de si, do seu ser, do que lhe restava enquanto pessoa, nesse tudo tão cheio de nada em que se tinha tornado, alheia de qualquer sentir, de qualquer querer, de todo o resto que a pudesse ligar a este mundo… Na sua presença apenas, e só, a certeza do que é incerto, a dor dum tempo e espaço que parece eterno, em que não se enquadra, em que se afasta, se consome, se desgraça, como que morrendo de fome, nesse vazio a que chama vid…
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HÁ... ENTRE OS CORPOS...
Existe no espaço próximo de dois corpos que se desejam a vontade, o desejo, a necessidade e ansejo da entrega, do toque, da carícia... porque, no fundo o que eles querem é possuírem-se, e sentirem-se por se pertencerem e saberem que neles seu porto de abrigo se tornam, quando bem juntos se colam, quando se abraçam, e as ternuras passam por toda a pele, antes de os beijos virem selar todo o amor que está por se entregar... Há... entre os corpos todo o tempo do mundo, quando o sentimento é profundo e nada mais importar que o prazer que se vai receber e dar, quando os desde se entrelaçarem, as bocas se beijarem e inundarem de sabor cada beijo, cada palavra sussurrada, cada promessa guardada nos segredos que se trocaram, quando nos lençóis os corpos rolarem, numa cadência sem fim... Há nesse espaço tão próximo, tão pequeno de tão subtil que se tornou, apenas espaço para o amor que ali brotou, quando o corpo no outro se fundou, e o gemido que, de prazer, se soltou não…
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QUANDO ELA...

Quando ela chega todo o tempo para e parece reduzir-se aos segundos, dos minutos em que ela está presente, e só a sua pessoa importa, interessa e deve ser levada em conta, porque tudo o resto deixa de existir ou fazer qualquer sentido, e, também porque todo o tempo lhe parece pertencer na razão que tem, no poder que tem de seduzir, de querer, de enfeitiçar, levando dias a serem noites, e noites a serem momentos sem qualquer fim à vista… Quando ela vem, o espaço é pequeno, ao ponto de quase não a poder conter na sua magnificência, por tudo girar em si e por si, tal a beleza e personalidade que irradia em traços sublimes de beleza exterior e interior, capaz de prender a atenção de quem nela o olhar pousar, percebendo assim toda a delicadeza que dela emana, sentindo-se como que abençoado pela sua existência, pela sua serenidade…. Quando seus lábios são os beijos que estão por vir, todos os desejos, vontades, sonhos, fantasias e suspiros são válidos e permitidos, em devaneios q…
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EXISTE

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A PALAVRA


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FOSSE

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NÃO ME SEI